Interessante a entrevista concedida ontem pelo ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Antonio Dias Toffoli, ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele defendeu que o Poder Público deve rever a existência de numerosos cargos de confiança em suas estruturas. Para o advogado-geral, muitos desses cargos são desnecessários ou devem ser preenchidos por concurso público. “Em minha gestão na AGU, as áreas fins foram preenchidas com pessoas concursadas. A questão não é discutir se é neto ou genro, mas sim a quantidade de cargos em comissão. O Brasil precisa de tantos cargos em comissão?”, questionou Toffoli. “Defendo que esses cargos podem ser diminuídos. Isso é mais importante do que discutir nepotismo. Quem sabe não saia uma PEC para diminuir esses cargos”, acrescentou.
A questão realmente é complexa, porque se discute o que não é necessário. Concordo que o nepotismo tem que ser combatido com unhas e dentes, mas é necessário também discutir o excesso de cargos de confiança e aqui na região há bons exemplos disso. Acredito que mais importante que discutir o número de servidores de um órgão, é discutir a necessidade deles. Se existe necessidade e trabalho, deve-se contratar o servidor. E a Constituição é clara ao dizer que a investidura em cargo público deve ser, preferencialmente, por concurso público. É claro que o chefe de um poder precisa ter pessoas de sua confiança no seu assessoramento diário e para isso foi criado o cargo de confiança. Mas será que é necessário tantos como existem em alguns casos públicos e notórios atualmente? Fica o meu questionamento…