A ex-vereadora Carmem Solange Kirsch da Silva (PTB) deixou o Legislativo de Taquara. Polêmica, Carmem sempre gerou grandes discussões, principalmente com o vereador Maurício Hugentobler (PDT). Mas parece que, mesmo após a saída dela, a Câmara de Taquara não consegue discutir projetos com tranquilidade.
Na sessão desta segunda-feira, nova discussão entre Luis Felipe Lehnen (PSDB) e Maurício. Mantendo sua posição contra o projeto do abono, o que já faz desde quando ele foi apresentado originalmente no ano passado, Fifi cobrou do Executivo o porquê da manutenção por mais seis meses do abono salarial a servidores, principalmente por entender algumas irregularidades na matéria. Já Maurício, como sempre faz, saiu em defesa do Executivo.
Até aí, nenhum problema. Afinal dois vereadores defenderem suas convicções não há problema algum. Sem entrar no mérito de quem tem razão, até porque isso não cabe a mim, mas sim aos eleitores de ambos, a Câmara de Taquara precisa se focar na matéria em discussão. Algumas das supostas ilegalidades discutidas neste projeto de abono são reconhecidas até por outros vereadores. Afinal, porque Nelson Martins (PMDB) diz que aposentados vão entrar na Justiça para buscar seus direitos. Fabiano Matte (PMDB) também fez voto em separado aprovando o projeto, para não prejudicar ativos, mas ressalvando que inativos deveriam ser incluídos. Fica só a minha pergunta: até quando a discussão vai se desvirtuar para ataques, quando poderia se usar o tempo para discutir o projeto e suas várias análises e consequências?