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 Boa Tarde - Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010         Busca no Site
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Internautas perguntam,
Dr. Daniel Kollet responde.
A cardioclínica Dr. Daniel Kollet, através deste espaço com a TCA, orienta você contra os fatores de risco das doenças cardiovasculares como Colesterol, Diabetes, Estresse, Hipertensão, Sedentarismo Obesidade e Tabagismo,sempre trazendo informações de tratamento e prevenção. Aqui você saberá como evitar as doenças do coração e obterá informações para manter uma vida saudável. Começaremos com conceitos fundamentais de fatores de risco, aproveite estas informações e mande suas perguntas.
CARDIOCLÍNICA ESCLARECE: DOENÇA CORONARIANA.

O que é Doença Coronariana ou Síndrome Coronariana?
É o termo que se dá às obstruções das artérias que irrigam o músculo do coração, dificultando o fornecimento de oxigênio e nutrientes para que haja um perfeito bombeamento do sangue para todos os outros órgãos e tecidos do nosso organismo. Essas obstruções, parciais ou totais, são decorrentes de depósitos de placas de gordura nas paredes dos vasos, fenômeno este denominado aterosclerose. Ela se apresenta de diversas formas, desde um quadro assintomático, até o surgimento da angina de peito ou do infarto agudo do miocárdio.

O que é Angina de Peito e Infarto Agudo do Miocárdio?
Angina é o termo utilizado para se referir à dor no peito, geralmente provocada por estresse físico ou mental, secundário à redução do fluxo sangüíneo numa artéria coronária estreitada por uma placa de gordura.
Habitualmente, é uma dor no lado esquerdo do tórax em aperto, peso ou queimação, podendo irradiar-se para os braços, pescoço, abdome e o dorso, agravada com esforços ou emoção, e que alivia com repouso, não ultrapassando mais de 15 a 20 minutos.
O infarto agudo do miocárdio ocorre quando há uma instabilização da placa de aterosclerose, com formação de coágulo na placa, reduzindo ainda mais o fluxo na coronária, a ponto de causar morte das células do músculo
cardíaco de uma determinada parte do coração. Assim, esta área do coração irrigada por essa artéria deixa subitamente de se contrair e pode também causar alterações do ritmo cardíaco (arritmias), com risco de vida para o paciente. A localização e o tipo da dor do infarto do miocárdio são
semelhantes às da angina de peito, porém a sua duração é mais prolongada (geralmente mais de 30 minutos) e mais intensa, podendo estar associada à sudorese fria, náuseas, vômitos e diarréia, e não costuma aliviar com o
repouso e/ou com nitrato sublingual.
As arritmias são mais comuns nas primeiras horas após o infarto e esta é uma das principais razões de se incentivar a procura de um hospital na presença de sintomas de infarto do miocárdio, já que estas arritmias podem ser fatais. Além disso, quanto maior a demora em se iniciar o tratamento
para o infarto, mais chances existem do dano cardíaco ser maior, conseqüentemente, com maiores seqüelas. A capacidade de trabalho assim como a capacidade de participar nas atividades do cotidiano podem ser
afetada.

Quais são os riscos de desenvolver doença coronariana?
Quanto maior for o número de fatores de risco que a pessoa tiver, maior será a sua possibilidade de desenvolver novos eventos cardiovasculares. Os fatores de risco tradicionais são: hipertensão arterial, diabetes, colesterol
elevado, obesidade, tabagismo, história familiar positiva, sexo masculino, idade acima de 50 anos em homens e 60 anos em mulheres, estresse e sedentarismo. Em mulheres, o risco é maior a partir da menopausa, entretanto, a terapia de reposição hormonal não reduz este risco.
Quais são os fatores de risco e como lidar com eles?
Para os pacientes que já apresentaram algum quadro clínico compatível com doença aterosclerótica (angina, infarto, angioplastia, cirurgia cardíaca,aneurisma, acidente vascular cerebral, etc) os fatores de risco devem ser
controlados com maior rigor.
Existem fatores de risco que podem ser modificados com a mudança do estilo de vida e com isso pode interferir na evolução natural da doença.
Destacam-se o controle da pressão arterial, da taxa de açúcar (glicose <100 mg/dl) e do colesterol no sangue (colesterol total < 160mg/dl e LDL colesterol < 70mg/dl), controlar sua dieta, parar de fumar, praticar exercícios, perder peso e evitar o estresse. Outros fatores não têm como serem modificados como, por exemplo, a sua história familiar e sua idade.

Quais os tipos de tratamento?
Existem três tipos de tratamento: o clínico ou medicamentoso (quase sempre se faz associado aos demais tratamentos), a angioplastia coronariana (com ou sem stents) e a cirurgia de revascularização miocárdica (colocação de enxertos ou pontes arteriais e venosas). A decisão sobre a forma de terapêutica depende dos resultados de todos os exames e se o paciente apresenta baixo ou alto risco para complicações cardiovasculares, considerando-se, também, o risco do procedimento
escolhido.

Qual deverá ser a minha dieta?
A dieta basicamente deve ter baixo teor de sal, açúcar e gorduras. A restrição de calorias será tão maior quanto mais acima do peso a pessoa estiver e quanto mais alterados estiverem os exames laboratoriais. Dê preferência aos seguintes alimentos: vegetais e legumes, frutas, aves sem pele, carnes magras, peixes, grão integrais, leite desnatado, margarina vegetal, óleos vegetais. Idealmente, recomenda-se avaliação e acompanhamento por nutricionista.

E em relação às atividades físicas?
As atividades recomendadas para os pacientes com doença coronária são os exercícios aeróbicos, como natação, caminhadas, ciclismo, hidroginástica, etc. Estas atividades devem ser preferencialmente orientadas por médicos e educadores físicos treinados em reabilitação cardíaca, sobretudo nas fases iniciais pós-alta hospitalares. A atividade sexual também pode ser reiniciada assim que seu médico liberá-lo para a mesma.

Dr. Daniel Kollet -Taquara 17/10/2008

CARDIOCLÍNICA - Um novo conceito de cardiologia integrada.

Dr. Daniel P. Kollet CRM:22.391
Cardiologia - Medicina Interna
Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Guilherme Lahn nº 1667 - Taquara, RS | F:(51)3541 6438

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