"Foi maravilhoso". Assim descreveu a mãe de Kainã Siqueira da Rosa, garotão que ficará marcado na história de Taquara. Roselaine Luciana da Siqueira, 26 anos, contou a emoção de ter seu filho nascendo agora no novo hospital do município. Após quase dois anos de interdição ética, muitos percalços e idas e vindas, o Hospital Bom Jesus finalmente realiza partos e o primeiro deles foi de Roselaine, às 20h15min desta segunda-feira. E, como era de se esperar, o garoto Kainã virou notícia. Nesta terça-feira pela manhã, era paparicado em todos os cantos do hospital.
Não é para menos. O primeiro parto em Taquara após longa espera merece comemoração. Para os pais da criança, Roselaine e Carlos Roberto da Rosa, 35 anos, é motivo de grande alegria o nascimento ter acontecido em Taquara. O casal de industriários mora no bairro Mundo Novo. "Para nós foi uma alegria, porque iria termos que sair daqui para ir até outro lugar, outra cidade como Campo Bom ou Igrejinha, dificultando o deslocamento. Além disso, eu teria que ficar em Taquara", conta o pai Carlos, muito contente com o filhão. Já a mãe Roselaine contou que foi maravilhoso o parto. "Cheguei com bastante medo, mas o médico e os enfermeiros nos deixaram totalmente tranquilos. Foi um parto em que tudo correu bem", comemora a mãe, que teve parto normal. O parto foi realizado pelo médico Tadeu Stringeri.
Nesta terça-feira pela manhã, a prefeita em exercício Michelle Franck Sápiras esteve no hospital, fazendo uma visita ao casal, para dar os parabéns e comemorar o primeiro parto do Hospital Bom Jesus. Ela esteve acompanhada da secretária municipal de Saúde, Realda Simone do Amaral, do diretor de Saúde, Adalberto Lemos, e administrador do hospital, João Schmidt. Michelle Sápiras salientou que foi uma luta muito grande para a reabertura dos serviços do hospital. "Muita gente nem acreditava que iria dar certo", lembrou, considerando o momento histórico para Taquara.
Para a secretaria de Saúde de Taquara, o primeiro parto do Hospital Bom Jesus resgata o fortalecimento do elo familiar. "Ficamos felizes que tudo tenha transcorrido bem", comemorou, lembrando ainda da coincidência do primeiro parto ter ocorrido justamente na semana do Dia das Mães. "Acompanhamos o dia-a-dia e foram inúmeras situações em que tivemos que levar de ambulância mães para outras cidades", recorda Simone do Amaral. O administrador do hospital também relembra que o tempo foi longo para a reabertura da maternidade. "Para nós, esta sempre foi uma expectativa o momento que estamos vivendo hoje", enfatiza. Segundo Schmidt, o hospital deverá realizar cerca de 60 partos por mês, em uma estimativa que leva em conta a população de Taquara.